14.4.09

conectividade permanente.

Sentada aqui na frente do computador, com o meu MSN ligado, Facebook, Gmail e Google Talk, olhando pro meu celular 3G e o meu Nextel sem limites, pensei, enquanto eu twittava: o que aconteceria com o mundo se a internet e seus derivados acabasse? Será que alguém sobreviveria?
Acho que deveria surgir uma subcategoria da Hora do Planeta, em que em um dia do ano, durante 1 hora (ao menos) as pessoas desligassem seu computador, celular e qualquer outro objeto que se conecte ao resto do mundo.
Na sua opinião, qual seria a consequência disso?
a) suicídio coletivo
b) correria nas ruas (pois ninguém saberia o que fazer)
c) outra consequência


Pense nisso.
Desconecte-se.
Acredite, você vai sobreviver.

x, y e z.

Fazia um certo tempo que eu não via novela, ontem, em razão do meu final de aula antecipado consegui ver algumas cenas dessa Indiana que tá no ar. Não vou fazer comentários sobre a trama ou o capítulo passado, mas sobre uma frase que, apesar de clichê, é bem vinda. 
"Existem três coisas na vida que não voltam mais: a flecha atirada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida"
Sempre achei as oportunidades muito relativas e o arrependimento, tanto quanto. Afinal, quando nos deparamos a frente de uma oportunidade precisamos escolher, e nessa escolha a lei do 50-50 é mais do que válida. Ou seja, não seguir a oportunidade x, é escolher a y. E quem disse que a y não é também uma oportunidade? 
No entanto, há uma grande ressalva nisso tudo: não devemos deixar a oportunidade x de lado para estagnar. Estagnar siginifica abrir mão de uma nova descoberta, de não seguir o caminho. Caminho esse que às vezes nos leva lá na frente a escontrar novamente a oportunidade x ou y. Mas se ficarmos parados, nenhuma delas vai ser válida e infelizmente a constante z é igual a zero.

A vida pode não ter fórmula e nem sempre ser tão matemática, mas o 1 + 1 = 2 continua prevalecendo.
Simples assim.


9.4.09

o presente é tudo que temos.

Não vou falar sobre a Páscoa, nem sobre chocolate, nem sobre bacalhau.
Nem sobre as lembranças que ela me causa.
Não vou falar sobre a saudade, mesmo que ela tenha me perturbado ultimamente.
Também não vou citar os excessos de ontem e a falta que me causou hoje.
Percebe como não falando a gente pode falar muito?
Eis as contradições. 




6.4.09

orgulho.

Meu senso de observação às vezes é movido por sentimentos. Nos últimos tempos algumas mudanças foram postas em prática na minha vida e uma delas foi a leitura de um livrinho pequeno, cheio de letras pequenas e como mensagens escritas há alguns MUITOS anos. Mas não é sobre as minhas crenças ou sobre esse livro que eu quero falar, e sim, sobre algo que eu li nele. Sobre uma palavra chave: orgulho.
Em inúmeras esferas da minha vida eu sempre pude concluir que orgulho nunca é bom. Ok, mas ai alguém me diz que um pouquinho é. Pode até ser verdade, mas dúvido que alguém consiga medi-lo, controlá-lo. 
O orgulho é o pai da falta de comunicação, e a falta de comunicação é a mãe de todos os desentedimentos do mundo. O orgulho é indiretamente proporcional a tolerância, e a tolerância diretamente proporcional a felicidade entre as pessoas, entre os povos, entre os deuses. 
Então, pensando nisso você ainda acredita que o orgulho possa mesmo ser uma proteção? Sim, por que essa é a justificada utilizada pelos orgulhosos: defesa. Mas será mesmo defesa ou covardia? 
Será que se os povos fossem menos orgulhosos, a paz mundial não seria possível? Se os casais fossem menos orgulhosos o amor não seria mais verdadeiro? Se os parentes não lembrassem da existência do orgulho as famílias não continuariam sempre unidas?
Penso que o orgulho é só uma barreira pra felicidade, uma dificuldade imposta por nós, incríveis macaquinhos que andam eretos, pra fazer tudo ser mais difícil.


* E nada melhor pra esquecer o orgulho do que pagar um baita mico, ou melhor, pra fazer aquilo que a gente morre de vergonha mas não quer que ninguém veja. Esse menino aqui entendeu como funciona a coisa!

recomeços.

A gente se acostuma com a vida.
Acordar, tomar café da manhã, almoçar, trabalhar, estudar, jantar, dormir.
Pra complementar essa rotina arrumamos escapes: esportes, leitura, escontros, festas. E alguns vícios: bebida, cigarro, amor. A gente se acostuma a viver em família ou a viver sozinho. A ter uma rotina, um cotidiano e a esperar isso no dia seguinte. Mas se no dia seguinte tudo muda, o desespero tem início. O ser humano não está acostumado a circularidade da vida, apesar de ela ser óbvia. Nascemos, vivemos e morremos. E isso se aplica a tudo, afinal, tudo começa, se desenvolve, e uma hora ou outra termina. Mas se isso é previsível, porque então os embates finais são sempre os mais dolorosos? Porque o recomeço é muito mais difícil que os começo?
Cada vez mais concluo que o ser humano é um animal frágil, indefeso e coagido pela incerteza de não ter o domínio absoluto sobre a sua vida. Falsamente ele tenta maquiar esses medos através de novas tecnologias que parecem conseguir prever alguma coisa sobre o futuro. Mas quando a bateria acaba ou a rede perde a conexão voltamos a ser meros macaquinhos desenvolvidos que ao invés de livres, como pensamos, criam cada vez mais dependências, vícios e costumes.
Pra que no dia seguinte, se tudo mudar ou algo falhar, o desespero recomece.