7.7.09

trair.

Acho que uma das coisas mais difíceis para o ser humano é ser fiel. Não falo aqui da fidelidade exclusiva entre homens e mulheres, mas de todos os relacionamentos humanos. É difícil ser fiel. E será que alguém tem idéia do porquê?

Acho que tudo começa na definição da palavra. Ser fiel parece ter o compromisso único e exclusivo com alguma coisa, e que qualquer pensamento contrário a isso está errado. Mas é aí que está o problema, a fidelidade não tem que ser uma proibição. Quando ela se torna uma proibição é porque de algum modo já não se é mais fiel. Ou seja, quem ensinou as crianças que de alguma forma ser fiel é uma obrigação, e que por outro lado, obrigações são ruins, foi responsável por essa áurea infiel em que nos encontramos.

E não é só a infidelidade carnal que eu falo, é a infidelidade de valores, de sentimentos, de atitudes.

Alguns explicariam a infidelidade carnal baseado no fato dos mls de silicone que andam por aí e dos corpos esculpidos cuidadosamente na academia. Sempre tem alguém mais bonito, e aí, como não cair na tentação de encostar? #ironia

Ironia porque o corpo é uma embalagem, e até onde eu sei, a gente costuma consumir o conteúdo e descartar a embalagem. Sem ser hipócrita e sendo publicitária de formação, admito que a embalagem é o que chama atenção e induz a venda, mas a qualidade do produto é o que mantém, sendo assim, porque ser infiel a um produto só por causa da embalagem do outro? Ainda mais quando a falta de qualidade está atestada pela industrialização extrema do mesmo.

Tudo se explica na falta de comprometimento com a fidelidade emocional.O relacionamento não deve ser uma compra de ocasião, daquelas em que há pouco envolvimento entre as duas partes da compra. Ao contrário, ela deve ser vista como um investimento a longo prazo, com muita pesquisa de preço e certeza de que esse é um bem duradouro.

Isso se aplica a qualquer tipo de relacionamento, amoroso, de amizade ou de negócios. O impulso é o maior inimigo da fidelidade. E a fidelidade não é um bicho de sete cabeças, não é algo ruim e sim algo tranqüilizador. É aquela certeza que todos querem ter de colocar a cabeça no travesseiro e de que no dia seguinte as coisas continuem bem.

1.7.09

Eu twitto e você?

Quando eu conheci o twitter achei que era mais uma ferramenta chatinha de internet que só serveria para nos fazer perder alguns minutos do dia e fuxicar a vida alheia. No entanto, tenho que admitir: o twitter é muito legal.
A grande verdade é que ele não passa de um amigo invisível dos tempos modernos. Algo para quem podemos dizer qualquer coisa, a qualquer hora, e se alguém ouvir por engano, tanto faz.
Mas lá no fundo ele começa a se demonstrar mais do que isso, ele é um meio de ser escutado sem se ter voz alta. Ou seja, não importa quem você é, alguém vai te seguir, e consequentemente, nem que sem querer, alguém vai ler o que você tem a dizer.
Acho melhor ainda ver ele sendo utilizado para fins de protesto. Se o #forasarney não passa de entusiamo barato do mundo virtual eu não sei, mas que pelo menos está chamando atenção de quem passa o dia inteiro na frente de um computador e que pouco vê tv ou lê jornal, isso tá. E esse é o grande trunfo dessa ferramenta, a internet é o mundo onde o ser humano passa mais tempo atualmente e é através dela que se sabe, que se vê e que de alguma forma se sente o que acontece no mundo.
Então, vamos ser espertos e utilizar o twitter e tantas outras ferramentas a nosso favor. Se protestar com cartazinhos na mão é muito cansativo é só digitar 140 caracteres e clicar no mouse, e acreditar que as coisas podem ser influenciadas a mudar.

*por sinal, no twitter, a parabólica é @bruslaviero.